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sábado, 25 de dezembro de 2021

Freaky - No Corpo de um Assassino (2020) | Dir: Christopher B. Landon

 

 

Produção da Blumhouse que segue a ideia de Sexta-Feira Muito Louca, ou para nós, brasileiros, Se Eu Fosse Você. Um serial killer imparável ataca uma jovem com uma adaga enfeitiçada. Apesar da garota sobreviver, seus corpos são trocados no dia seguinte. Mesmo com a premissa boba e o roteiro cheio de conveniências, Freaky tem momentos hilários e o um gore extremo. Vince Vaughn está ótimo como uma menina de 15 anos de dois metros. Boa mistura de slasher e comédia de sessão da tarde.

terça-feira, 26 de maio de 2020

O Depredador (The Prey, 1984) | Dir: Edwin Brown


Por Maurício Castro

O que acontece quando um diretor de filmes pornô decide pegar carona na onda dos slasher movies? Se você apostou numa obra-prima do subgênero, errou feio. O que temos nesse caso é The Prey, uma tranqueira que pode ser considerado o slasher de acampamento mais arrastado da história!

Sexta-Feira 13 e The Burning, de 1981, renderam muitas cópias. Muitas bem divertidas, algumas que até superam esses dois filmes, mas é incontestável que muito lixo saiu desse formato. Entre essas "podreiras" temos O Depredador (e esse título nacional?! Jesus!).

Como dito acima, o diretor Edwin Brown viu num filme de terror B (bota B nisso) a oportunidade de traçar rumos mais artísticos em sua carreira, saindo do underground pornô e ganhando as telas convencionais. Seria assim, se The Prey tivesse algumas qualidade fílmica. Okey, esse texto está sendo muito duro com a obra, mas ela merece.

A premissa é o de sempre, jovens vão acampar e são atacados por criatura da floresta que foi vítima de um acidente na infância. Um "feijão com arroz", que se fosse modesto na sua construção narrativa renderia um resultado decente como Madman, de 1982, um exemplar de slasher vagabundo, mas divertido.

The Prey teve dois cortes finais. O que eu conferi é o mais longo, pra piorar o que já é sofrível. Essa versão conta com um flashback de quase meia-hora, expositivo e apelativo, afinal, beira o softcore e serve apenas para mostrar uns peitinhos. O outro, deus me livre, nem putaria tem. O restante do longa é preenchido com animais silvestres mostrados em plano detalhe (tipo um documentário do Animal Planet) e cenas aleatórias de personagens matando tempo, numa delas o policial florestal conta uma piada para um cervo! Sim, esse é o nível de The Prey!

O tal Slasher do longa acontece mesmo nos dez minutos finais. Aí tu me pergunta: Opa! Mas aí vira um filmaço? Te respondo: Merda nenhuma! Vira uma vergonha alheia maior ainda! O "monstro" (vivido pelo veterano Carel Struycken, de Twin Peaks e Jogo Perigoso) é uma decepção só. Assim como tudo em The Prey. Assista numa noite de insônia.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Bloody Moon (Die Säge des Todes / Lua Sangrenta, 1981) | Jess Franco - Crítica




Por Mauricio Castro


Um psicopata misterioso mata cruelmente belas jovens em uma escola de idiomas na Espanha. Soa genérico? Poderia ser, se Bloody Moon não tivesse a mão do gênio bagaceira Jess Franco. A premissa “slasher mais do mesmo” ganha um tom imprevisível devido à total "falta de noção" do Espanhol. Se você já conhece o trabalho de Franco sabe bem do que estou falando. Erro de continuidade aqui é mato, jumpscares ridiculamente falhados, cenas inteiras sem um propósito dentro da trama, diálogos sem pé nem cabeça, trilha sonora mixuruca e as melhores piores atuações do mundo. Ainda assim, Bloody Moon está longe de ser ruim (filme ruim dele, pra mim, é Oasis de Zumbis, esse sim... credo). Lua Sangrenta é diversão pura, cheio de cenas memoráveis e aquele toque erótico que era a marca registrada do velhinho safado. Ah, e tem entre seus fãs o queridinho da galera descolada, Pedro Almodóvar. 

terça-feira, 1 de maio de 2018

Sleepaway Camp 2: Unhappy Campers (Acampamento Sinistro 2, 1988) | Dir: Michael A. Simpson - Crítica


Por Mauricio Castro

Sleepaway Camp, o original de 1983, dirigido por Robert Hiltzik, é constantemente eleito um dos melhores Slashers de todos os tempos, tanto pela sua criatividade, quanto pelo seu plot twist ao final do filme, um dos maiores mindfucks da sétima arte. Aliás, o autor deste texto aqui o coloca no seu top 10 Slashers sem pestanejar. Pois então, em 1988, temos a sequência, e sim, trazendo de volta a psicopata Angela Baker. No longa de 1983, a narrativa se baseava no whodunit, ou seja, você precisava descobrir quem seria o assassino. Desta vez, aos primeiros minutos, uma jovem já "vai pro saco" e você vislumbra a cruel responsável. Angela agora é monitora do acampamento Rolling Hills, e vai manter a ordem do local à base de muito sangue. Sério, o body count deste filme é coisa de louco. Além das mortes, o que não pode faltar em um Slasher que se preze? Putaria. Nesse quesito, essa sequência chega a desbancar o original. Tem muita sacanagem. E interessante que a assassina aqui verbaliza todo o moralismo que os seus semelhantes como Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo e Slumber Party Massacre deixam apenas no subtexto. Angela fala do quanto é conservadora e como odeia jovens liberais. Acampamento Sinistro é uma sequência que não faz feio se comparado ao original. Abra uma cerveja e assista sem medo.